O CONTEÚDO DA REPRESENTAÇÃO NA TEORIA TELEOSEMÂNTICA
Palavras-chave:
representação, conteúdo, indicar, função, normalResumo
O objetivo deste artigo é esboçar como Dretske e Millikan lidam com o conteúdo de uma
representação. As teorias de Dretske são compreendidas em duas versões: a teoria informacional e a
teleosemântica informacional. A primeira teoria diz que se um signo natural S carrega informação I, então
S Indica I, caso a probabilidade disso acontecer for igual a 1, o erro consiste quando não há
compatibilidade entre o conteúdo informacional e o conteúdo representacional. E a segunda teoria, diz
que uma representação R tem a função F de indicar um estado de coisas, caso carregue informação deste
estado de coisas, a representação é falsa quando a representação não cumpre a sua função de Indicação.
Millikan, por sua vez, naturalizou a intencionalidade. Um dos pilares da sua teleosemântica é a
teleofunção. A noção de função define-se por meio do propósito e/ou finalidade de um ser vivo, órgão
e/ou organismo. Além disso, essa noção auxilia na explicação da função das representações mentais
humanas. Para ela, há um mecanismo cerebral capaz de representar. Millikan faz uso do termo técnico
função normal própria de projeção (ou mapeamento) quando trata das funções das representações
mentais. A função própria deve estar de acordo com a história evolutiva e não com suas disposições
atuais. Diante disso, ocorre uma falha quando, por uma razão ou outra, a função própria não desempenha
o seu papel.