ENSAIO SOBRE A CONCEPÇÃO DE PSYKHÉ EM PLATÃO NO CÁRMIDES E NO FÉDON

Autores

  • Bárbara de Abreu Freitas Autor

Palavras-chave:

psykhé, mente, Cármides, Fédon, Platão

Resumo

O homem ocidental, desde sua origem mais remota, começa a questionar o que vem a se
constituir esse “eu” que nos consolidaria como pessoas. Por mais anacrônico que sejam os termos, “eu”,
“subjetividade” e “consciência”, acreditamos que, de certa maneira, quando os primeiros pensadores
identificaram a psykhé como fonte de vida ou mesmo como a verdadeira parte do homem, eles já estavam
refletindo sobre a mesma problemática que a filosofia da mente na contemporaneidade. O primeiro a
elaborar de forma mais concisa o que seria a psykhé foi Platão, que por meio dos seus diálogos, procurou
entender e refletir sobre essa parte do ser humano tão misteriosa e difusa e que continua até hoje sendo
alvo de várias interpretações. Platão não elaborou uma única maneira de pensar a psykhé e, no decorrer
de sua obra apresentou várias perspectivas sobre o mesmo problema. No fluir dessa comunicação
buscaremos apresentar duas concepções distintas e radicalmente diferentes que encontramos nos diálogos
de Platão. A primeira concepção se apresenta em seu diálogo Fédon, diálogo no qual, Platão reflete sobre
a imortalidade da alma e estipula umas das principais teses da psykhé, sendo está apresentada como
oposta ao corpo. Em contrapartida, notamos no diálogo Cármides, a tese de um psykhé que não mais é
diferente do corpo, mas se apresenta como parte dele e assim, como o corpo fica doente, a psykhé também
ficaria, sendo que uma poderia influenciar a outra.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Comunicações Científicas