O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE INTENCIONALIDADE:  BRENTANO, HUSSERL E SEARLE EM DIÁLOGO

Autores

  • DANILO DA CUNHA PONTES Autor

Palavras-chave:

Intencionalidade; consciência; Background.

Resumo

Para Husserl, a intencionalidade não é um elemento real e objetivo para a distinção entre o psíquico e o físico, portanto ele não atribuiu um significado intencional a todos os fenômenos psíquicos. Por conseguinte, não são todas as vivências intencionais. Husserl tece uma crítica à tese de Brentano a qual defendia que a intencionalidade continha imanentemente um objeto como representação psíquica do objeto real. Ao contrário do que Brentano sustentava, o objeto é transcendente à intencionalidade e se manifesta na própria intencionalidade somente como componente não real, isto é, como significado, sentido. Não-real significa ideal; reais são os atos subjetivos, componentes da intencionalidade que se correlacionam à intuição desta idealidade. Na doutrina da intencionalidade de Brentano, os objetos percepcionados, fantasiados, julgados, desejados, etc. "entram na consciência", "são recebidos na consciência" ou, de maneira inversa, "a consciência" entra em relação com eles. Na tradição analítica, o termo reaparece com Serale na obra Intencionalidade, onde o autor dando continuidade às suas pesquisas na área de filosofia da linguagem – teoria dos atos de fala – recupera o termo intencionalidade acrescentando-lhe as ideias de Network e Background. Para o autor assim como as enunciações, as representações mentais possuem direção de ajuste e condição de satisfação.  

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Comunicações Científicas