SE A CONSCIÊNCIA É INDISPENSÁVEL PARA QUE COMPUTADORES SEJAM CONSIDERADOS ARTISTICAMENTE CRIATIVOS

Autores

  • RICARDO DE OLIVEIRA TOLEDO Autor

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Consciência, Criatividade, Arte.

Resumo

 Este trabalho discute se a consciência em computadores é um quesito fundamental para que um programa computacional seja artisticamente criativo. Intenta-se saber se apenas um comportamento criativo não bastaria para que a criatividade seja atribuída a uma máquina. Como ponto de partida, confronta-se a posição de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), que afirma que a obra de arte é manifestação espiritual e, portanto, de seres conscientes para outros seres conscientes. Para tanto, o artigo aborda recentes discussões sobre criatividade computacional, especialmente, aquelas que se encontram no livro Computational Creativity Research: Towards Creative Machines, de 2015. Baseando-se nas reflexões de Hubert Lederer Dreyfus (1929-2017) e John Rogers Searle sobre Inteligência Artificial, verifica-se a suposta ausência de compreensão semântica por programas computacionais e o impacto disso na geração de objetos estéticos. Concomitantemente, pela perspectiva dos objetos gerados, debatese se estes apresentam uma espontaneidade criativa ou se demonstram apenas obediência a padrões e comandos externos.  

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Comunicações Científicas