INFORMAÇÃO E AÇÃO MORAL RESPONSÁVEL: UMA ABORDAGEM QUANTITATIVO-INFORMACIONAL PARA O CONCEITO DE LIBERDADE

Autores

  • MARCOS ANTONIO ALVES Autor

Palavras-chave:

Conceito de Liberdade; Abordagem Quantitativo-Informacional.

Resumo

Neste trabalho, propomos uma noção quantitativo-informacional da liberdade. Defendemos a hipótese de que, apesar de ser possível tal abordagem, ela não é suficiente para esclarecer as características centrais da liberdade. Utilizamos como ponto de partida a noção quantitativa de informação, desenvolvida por pensadores como Shannon e Weaver, no contexto da Teoria Matemática da Comunicação. Nesta perspectiva, só pode haver informação onde há alternativas de escolha, seleção ou discriminação. A informação em uma mensagem é medida pela liberdade de escolha que se tem ao selecioná-la, baseada em uma fonte de informações; Relaciona-se não ao que você realmente diz, mas ao que poderia dizer. É uma medida da liberdade de escolha quando se seleciona uma mensagem. Uma vez estabelecida a concepção de informação, expomos uma concepção de liberdade, um dos elementos básicos da responsabilidade moral, baseados na proposta Aristotélica. A liberdade pressupõe eleição, que se coloca quando escolhemos uma coisa em preferência à outra. É a possibilidade de escolher uma maneira de comportamento e de agir realmente na direção escolhida. Expomos, em seguida, as noções de Vício e de Virtude Moral. A virtude moral é a ação mediana entre dois extremos, excesso e falta daquilo que uma situação particular pede para o momento. Já o O vício pode ser tanto o excesso quanto a falta, uma espécie de erro. Uma vez estabelecidos os conceitos básicos, introduzimos uma noção quantitativo-informacional da liberdade: a liberdade de um agente em uma dada situação é medida pela quantidade de informação associada à fonte geradora da ação. Mostramos que, quanto maior a possibilidade de escolha de um agente em uma situação, mais livre é a sua ação. A liberdade atinge seu valor máximo em uma situação quando todas as ações tiverem a mesma chance de serem realizadas. Por outro lado, ela é nula quando apenas uma ação pode efetivamente ocorrer. Embora seja possível medir o grau de liberdade de um agente em uma situação, esta concepção apresenta alguns problemas. Em primeiro lugar, não distingue o vício da virtude. Embora possamos reconhecer agentes viciados ou virtuosos, aqueles cuja quantidade de informação em suas ações é baixa, não é possível distinguir uma da outra. Em segundo lugar, essa concepção não explica porque um agente escolhe um curso de ação; tampouco expressa o que é, efetivamente, a liberdade. Mostramos que estes elementos poderiam ser explicados adequadamente em propostas baseadas em uma concepção semântica da informação, no contexto da teoria dos sistemas dinâmicos.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo das Conferências