PERCEPÇÃO E AÇÃO: A COR ESTÁ NA CABEÇA?

Autores

  • OSVALDO PESSOA JR. Autor

Palavras-chave:

Percepção; Cor.

Resumo

A análise clássica da percepção sensorial, como a de Locke, partia da noção de que o mundo físico consiste de coisas possuidoras de qualidades primárias, como forma, tamanho, número, arranjo, movimento e solidez. Certas estruturas primárias (chamadas por ele de qualidades secundárias) teriam a potência de gerar em nós as qualidades subjetivas sensoriais, como cores, sons e cheiros. O termo “cor” poderia, assim, ser associado à qualidade secundária existente no mundo externo, como em uma flor violeta, ou à qualidade subjetiva (qualia) em nós gerada, a “violeteza” a que temos acesso de maneira fenomênica. Neste trabalho, investiga-se o aspecto subjetivo das cores, que chamarei de “coloridão”, por analogia às adjetivações usadas para exprimir os qualia das cores (azulidão, verdura, marronzice, etc.). A tese a ser defendida é que a coloridão localiza-se no cérebro dos animais que a vivenciam.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo das Conferências