CONTRIBUIÇÕES DOS SISTEMAS COMPLEXOS PARA A ANÁLISE DA SEMIOSE

Autores

  • BRUNO CARDOSO DE MELO Autor

Palavras-chave:

Sistemas; Análise; Semiose

Resumo

O objetivo deste trabalho é buscar parâmetros para compreender o seguinte problema: a semiose pode ser compreendida como um sistema complexo auto-organizado? Nos basearemos na hipóteses de Morin (2008) e Debrun (1996) acerca do paradigma da complexidade e da teoria da auto-organização para analisar a semiótica peirceana a partir dos conceitos de signo, objeto e interpretante, os componentes triádicos e indissociáveis para o processo de geração de novos signos, ou semiose. A semiose é constituída por signos e estes possuem o papel de estar no lugar de um Objeto que ele representa. Os Objetos são considerados por Peirce (CP 2.173) como parte da realidade, independente de estado mentais ou disposições psíquicas de qualquer intérprete. O efeito da ação do signo sobre algo, na geração de outro signo, é denominado por Peirce, interpretante. A dinâmica dos interpretantes delimita a semiose como um vetor de significação para o futuro, na qual a geração de novos interpretantes a partir dos existentes pode garantir a continuidade da representação do mesmo objeto no fluxo semiótico. Embasado nos conceitos de qualidade emergente, princípio hologramático e auto-organização, propostos respectivamente por Morin (2008) e Debrun (1996) argumentaremos que o processo de geração de signos pode ser analisado como um processo sistêmico-complexo e auto-organizado. A razão para isto é que a semiose se constitui a partir de elementos distintos que se encontram sob multi-escalas, se organizam a partir das interações dinâmicas e espontâneas e constituem propriedades emergentes que carregam as propriedades do processo sígnico como um todo e simultaneamente geram novas instanciações interpretativas sem a presença de um elemento central para os regerem. Por fim, concluímos com a elucidação destes parâmetros como contribuintes para uma compreensão complexa e auto-organizada do pensamento manifesto fenomenologicamente, considerado como uma rede de signos.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo dos Pôsteres