SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E COMPLEXIDADE

Autores

  • EUNICE ALMEIDA DA SILVA Autor

Palavras-chave:

SISTEMATIZAÇÃO, ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Resumo

Embora a área da enfermagem seja composta por conhecimentos advindos de diversos saberes, como o da medicina, biologia, antropologia, sociologia, psicologia, dentre outros, estudos têm mostrado que há um predomínio do modelo biomédico, nos diferentes cenários de atuação da enfermagem. Este modelo concebe a realidade acabada, definida pela verdade transformada em fatos; isto dificulta uma atuação integrada em enfermagem, acentua concepções simplistas, dicotômicas, como por exemplo, teoria x prática, saúde x doença, dentre outras. A primeira tentativa de sistematizar as ações práticas de enfermagem ocorreu no século XIX por Florence Nithingale. As teorias de enfermagem foram criadas no século XX, nos Estados Unidos. No Brasil, na década de 1970, Wanda de Aguiar Horta criou o Processo de Enfermagem, caracterizado como uma metodologia com o objetivo de organizar a assistência a ser prestada. Esse processo é formado pelas etapas: histórico de enfermagem; diagnóstico de enfermagem; plano assistencial de enfermagem; prescrição de enfermagem; evolução e prognóstico de enfermagem. Ao longo dos anos o Processo de Enfermagem sofreu modificações com o intuito de ajustar-se aos diversos cenários da prática; atualmente, no Brasil, é denominado de Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Acreditava-se que a SAE possibilitasse um pensar-fazer enfermagem de maneira integrada, com base no conhecimento complexo. Estudos como os de Silva (2004; 2013), têm mostrado que, frequentemente, a SAE é aplicada de maneira estreita favorecendo o predomínio e a relevância de ações técnico- científicas, que geralmente são realizadas de maneira fria, impessoal. Isto reduz as práticas de enfermagem a atividades meramente burocráticas, expressas pelo preenchimento de formulários que compõe a SAE. A proposta deste trabalho é de conceber a SAE como “sintetizador” das equipes de saúde; estas equipes se caracterizariam como subsistemas complexos, dinâmicos que interagem consigo mesmo e com outros subsistemas (outras equipes), formando uma rede complexa com a finalidade única de oferecer assistência ao enfermo. A SAE teria a tarefa, qualificada pela complexidade, de ligar as informações fragmentadas, favorecendo uma comunicação significativa para o enfermo e uma sintonia entre as equipes de saúde.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo dos Pôsteres