AUTO-ORGANIZAÇÃO E CRIATIVIDADE: O PAPEL DO ACASO NA EMERGÊNCIA DA NOVIDADE

Autores

  • RAFAEL TERUEL COELHO Autor
  • MARLON HENRIQUE ARAMOR Autor

Palavras-chave:

AUTO-ORGANIZAÇÃO, CRIATIVIDADE

Resumo

O objetivo central de nossa comunicação é analisar criticamente o conceito de criatividade sob a óptica mecanicista. Nessa perspectiva, formulamos o seguinte problema: os processos de criação podem ser reduzidos a âmbitos estritamente mecânicos? Argumentaremos que, em sistemas artificiais, essencialmente regidos por leis, a instanciação da criatividade parece não ser plenamente realizável. Isso em virtude de que, como aponta Peirce (CP. 6.553), a novidade é propiciada, em partes, pelo acaso e pela espontaneidade, elementos estes que não se reduzem ao domínio mecânico e normativo. O estudo acerca da natureza dinâmica dos processos de auto-organização, caracterizados pela emergência da novidade, parece oferecer uma abordagem de maior abrangência para a compreensão da noção de criatividade. De acordo com Debrun (1996a), a auto-organização é, antes de tudo, uma criação, um processo que viabiliza a instanciação de novos elementos em virtude de seu caráter espontâneo, dispensando assim, normas pré-definidas. Ademais, a interação de elementos na auto-organização não possui uma liderança controladora e absoluta, sendo que o motor do processo é a própria interação entre os pares. Tal interação propicia a mediação o acaso nas relações, possibilitando a emergência da novidade e a concretização de tendências autônomas e criativas no plano da ação.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo dos Pôsteres