A TEORIA DA AUTO-ORGANIZAÇÃO E A CONSTITUIÇÃO DE HÁBITOS E HABILIDADES CONSTITUINTES DE CONHECIMENTO COMUM

Autores

  • TALITA CRISTINA BUENO BELTRÃO Autor

Palavras-chave:

TEORIA, AUTO-ORGANIZAÇÃO

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar possíveis contribuições dos conceitos centrais de hábito e habilidade segundo, respectivamente, David Hume e Gilbert Ryle e de auto-organização, de acordo com Michel Debrun, para compreender a relação entre conhecimento comum e a constituição de hábitos em uma perspectiva auto-organizativa. A principal questão a ser trabalhada diz respeito à natureza da relação entre conhecimento comum e o processo de aquisição, substituição e eventual abandono de hábitos como resultado da prática regular de ações habilidosas. Essa questão será investigada na perspectiva da teoria da auto-organização, segundo a qual sistemas se auto-organizam como resultado das relações espontâneas de seus elementos constituintes sem a interferência controladora de um supervisor central ou hegemônico. Um dos aspectos centrais dos processos auto-organizados a ser analisado é a dinâmica de ajustes, por colaboração ou competição, que, entendemos, constitui um dos processos centrais para a produção de conhecimento comum. Neste sentido, entendemos que o hábito estaria por trás do processo de constituição do conhecimento comum, pois, como ressalta Hume, o hábito seria uma espécie de disposição para a repetição que propicia o surgimento de crenças geradoras de ações. Acreditamos que os hábitos são de fundamental importância no processo de formação de crenças, (no sentido Humeano), sua eventual quebra e a aprendizagem que tal quebra pode propiciar. Em síntese, pretendemos investigar o conceito de hábito e alguns aspectos importantes desse conceito, tais como as noções de disposição e de ajuste organizacional na emergência do conhecimento comum.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Resumo dos Pôsteres