FEMINISMOS CONTEMPORÂNEOS E DISTINTOS: CONDIÇÃO HISTÓRICO-SOCIAL DA MULHER NAS OBRAS DE ANNA AMÉLIA CARNEIRO DE MENDONÇA  E ALEXANDRA KOLLONTAI.

Autores

  • ISABELA BRACALENTE INFANGER Autor

Palavras-chave:

Feminismos; Questões de gênero; bibliográfico

Resumo

A presente pesquisa trata de um estudo qualitativo-histórico-bibliográfico, pautado nos referenciais da análise crítico-dialética. Serão apontadas as contribuições das feministas Anna  Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971), intelectual sufragista e defensora de reformas para a inserção da mulher no aparato burguês e de Alexandra Kollontai (1872-1952), revolucionária  marxista e participante da construção do Estado soviético que buscou uma superação da condição das mulheres na sociedade de classe. O foco da pesquisa permeará os artigos publicados pelas  intelectuais mencionadas, porém com a especificidade de destacar suas contribuições teóricas no  que tange aos seus vieses de um certo tipo de “feminismo ideal”. Dessa forma, a análise será voltada  para a comparação de críticas literárias que esses dois sujeitos históricos teceram como forma de  diagnóstico social. Para uma compreensão das vertentes que serão expostas nesta discussão, e  apesar da distinção entre elas, o entendimento da condição subjugada da mulher na sociedade é  uma base comum. Para a feminista burguesa, ocorreu um apagamento de nomes femininos no  campo literário nacional devido às questões de gênero, entretanto, ao denunciar essa invisibilidade  das mulheres brasileiras as atividades intelectuais, retratou as de forma a compactuar com noções  de “natureza feminina”. Apesar dessa vertente feminista seja trazia em pesquisas recentes de forma  que tenha agido no quadro histórico-social específico de sua época, percebe-se uma confrontação cuidadosa e não revolucionária. Ao analisar a obra da feminista marxista, percebe-se que a defesa da emancipação  feminina não limita-se à igualdade jurídica ou econômica, mas sim nos campos das relações  afetivas e morais. Ao observar que a literatura burguesa retratava a mulher por meio de arquétipos como “submissa e esposa” e “sedutora e destruidora”, Kollontai expõe a ideia de uma “Nova mulher” na literatura. Assim, a intelectual utiliza obras contemporâneas de sua época como principal  ferramenta sociológica para demonstrar a reflexão de uma nova consciência feminina. Dessa forma, esta discussão corrobora com novas pesquisas que estão trazendo à cena nomes  esquecidos e excluídos, dando legitimidade e visibilidade a atividades políticas de mulheres que  fizeram parte da História, entretanto, permeará as distinções de discursos que lutavam pela  emancipação do indivíduo no capitalismo e o problema da emancipação feminina apenas  reformista. 

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Publicado

2026-10-01

Edição

Seção

Resumos - Temas Filosóficos em Geral (Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea)