O PROBLEMA DA CONSCIÊNCIA EM NIETZSCHE
Palavras-chave:
Nietzsche; consciência; modernidade; irracionalismoResumo
Vemos a filosofia de Nietzsche (1844-1900) em três grandes fases. Na primeira, ainda muito associada ao pensamento de Wagner (1813-1883); depois, podemos observar um esquema próprio de sua posição filosófica, portanto independente, apoiada nas resoluções políticas de seu tempo associando a democracia liberal de sua época; por fim, uma etapa de maior acirramento de suas ideias e de radicalização e descontentamento com seu tempo. Neste sentido, colocamos Nietzsche, assim como avaliava Lukács (1885-1971), um “psicólogo da cultura” que a partir de seus aforismos tencionava os problemas da elite contra as determinantes da reivindicação da classe trabalhadora, se colocando insatisfeito com a primeira, mas contra a segunda. E será justamente no período de maior radicalização do filósofo que a consciência se mostrará parte negativa da atividade humana, fato que levanta a hipótese de Nietzsche se colocar contrário às tendências da modernidade. Nossa apresentação tem como objetivo analisar as proposições nietzschianas acerca da consciência e seus desdobramentos. De que forma, nesse sentido, tópico caro a filosofia é manuseado por Nietzsche. Ainda que a temática não seja de grande envergadura quando se coloca em perspectiva toda a sua obra, expressam-se de grande valia na inflexão de seu pensamento e nas articulações políticas de seu tempo. Nietzsche e a tradição irracionalista da qual fez parte dá ao mundo a crítica à metafísica com ferocidade implacável, como bem é expressa em suas primeiras linhas de Humano, demasiado humano (1878). Seu sistema aforístico é método refratário de uma necessidade da filosofia objetivar-se em período conturbado de sua experiência sensível, quer seja a organização burguesa de sua época no imperialismo e no acirramento da luta de classes. Assim, a consciência aparece como uma falsificação do indivíduo, fruto de uma necessidade de coalizão humana geral, de uma unidade humana em uma sociedade moderna, em A Gaia Ciência (1882), nosso objeto de maior investigação.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 LUÍS HENRIQUE BARROSO PINTO (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.