O PROGRAMA ESCOLAS 2030 E AS ESCOLAS DEMOCRÁTICAS COMO POSSIBILIDADE DE UM MODELO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL
Palavras-chave:
Programa Escolas 2030; Educação Integral; Escolas Democráticas.Resumo
Pensando na Educação que atualmente vigora em maior parte das escolas brasileiras, vê-se que esta não atende a uma formação humana integral, de forma que acaba sendo reduzida a classificação por séries, métodos de repetição, transmissão de conhecimentos, organizados em um conjunto de conteúdos, compartimentado em disciplinas. Propondo uma ruptura com esse modelo de Educação, o Programa Escolas 2030 acolhe organizações educativas com propostas inovadoras e criativas para a Educação. Nesse contexto surgem as escolas democráticas, que questionam em suas bases, a passividade do aluno e a sujeição à autoridade e ao currículo seriado da escola tradicional, os quais comprometem a construção do conhecimento e da autonomia moral. Para tanto, o presente artigo tem como objetivo apresentar o Programa Escolas 2030 e refletir sobre o espaço das escolas democráticas como uma possibilidade concreta para a efetivação de uma Educação Integral. Parte-se da seguinte indagação: como o modelo de escolas inseridas no Programa Escolas 2030 pode contribuir para se repensar as práticas educacionais brasileiras? O estudo de natureza qualitativa, assume o método teórico-bibliográfica fundamentando-se nas reflexões teórico-epistemológicas da pesquisa de doutorado de Lima (2024), que encontra-se em desenvolvimento, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESP – Campus Marília. Destarte, a nossa conjectura básica para este trabalho é que o modelo de Educação Democrática apresenta a maior aderência aos princípios da Educação Integral, constituindo-se como alternativa viável para a ressignificação das práticas da escola contemporânea.