MANOEL BOMFIM, INTÉRPRETE DO BRASIL: A EDUCAÇÃO COMO REPRESENTAÇÃO DO PROGRESSO E DA FORMAÇÃO DA NAÇÃO

Autores

  • SILVANA MANSANO Autor

Palavras-chave:

Manoel Bomfim; Pensamento Social; Educação.

Resumo

A fim de forjar uma sociedade mais igualitária, notáveis pensadores se lançaram à árdua tarefa de interpretar melhor as mazelas que emperram este avanço. Dilemas não resolvidos do passado nos impulsionam a encontrar possibilidades que se esvaíram com os anos, buscarmos os futuros construídos por outros pensadores, a fim de nos obstinarem a encontrarmos saídas para o Brasil. Um desses pensadores que nos impele nesta direção é Manoel Bomfim (1868-1932), incansável em sua busca de decifrar o que paralisava o Brasil para encontrar o rumo à igualdade social. Era considerado um intelectual divergente por conta das posições claras e firmes contra o racismo cientificista que, no início do século XX, atribuía aos negros e indígenas o atraso social, político, moral e econômico. Nesta direção, o intuito aqui é retomarmos o pensamento em sua obra mais proeminente, A América Latina: males de origem, publicada em 1905, onde faz emergir a preocupação de toda sua vida: que a educação seria o meio de desatar o nó górdio da realidade brasileira, o que o faria produzir uma vasta publicação a respeito. O objetivo aqui neste estudo é trazermos à baila a teoria sobre o Parasitismo Social, que singulariza o pensamento de Bomfim na sua época, onde reformula o debate do atraso latino-americano, enfatizando a defesa da educação, que para ele era o mecanismo à emancipação dos povos e à construção de uma sociedade mais igualitária.

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Publicado

2026-07-30

Edição

Seção

Textos completos - Ciências Sociais, Filosofia e Educação Escolar