NEOLIBERALISMO, EDUCAÇÃO E ENSINO DE SOCIOLOGIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DA FORMAÇÃO CRÍTICA
Palavras-chave:
Neoliberalismo, Sociologia, Educação.Resumo
A obrigatoriedade da Sociologia no Ensino Médio, restabelecida em 2008, representa uma conquista histórica, mas sua permanência permanece instável em razão da limitada legitimidade social da disciplina e das constantes reformas educacionais. Sua trajetória é marcada por períodos de inclusão e exclusão dos currículos, refletindo disputas políticas e ideológicas. Paralelamente, a reestruturação do capitalismo, impulsionada pela globalização e pelo neoliberalismo, redefiniu as relações de trabalho e influenciou diretamente a educação, intensificando a precarização docente e subordinando a escola às demandas do mercado. Nesse contexto, a instituição escolar tende a reproduzir desigualdades sociais, embora preserve potencial para promover a formação crítica. O ensino de Sociologia destaca-se por possibilitar a compreensão das contradições sociais, desnaturalizar relações de dominação e estimular a imaginação sociológica. Para isso, exige professores capazes de articular sólida formação teórica, compromisso político e mediação pedagógica. Assim, mesmo diante dos limites estruturais da escola capitalista, a Sociologia pode contribuir para a construção da autonomia intelectual, da consciência crítica e de uma educação orientada pela emancipação humana.