A LITERATURA LÉSBICA DE CASSANDRA RIOS: UM DIÁLOGO ENTRE A EDUCAÇÃO POPULAR E A LITERATURA D’A ESCRITORA MALDITA NA APROPRIAÇÃO DO MUNDO PELOS SUJEITOS

Autores

  • THIAGO RODRIGUES DA ROCHA Autor

Palavras-chave:

Cassandra Rios; Literatura lésbica; Educação popular.

Resumo

Cassandra Rios ficou conhecida como “A escritora maldita” pela ditadura militar brasileira em razão da alta popularidade de sua literatura abertamente lésbica em um contexto sócio-político de opressão e perseguição à identidades sexuais dissidentes. Dessa forma, a presente pesquisa toma a obra “A Serpente e a Flor”, de Cassandra Rios como objeto para leitura e discussão mediada acerca da história dos movimentos de resistência lésbica durante o regime militar e do papel da literatura enquanto ferramenta crítica de manifestação e apropriação do mundo pelos sujeitos com os alunos do Cursinho Alternativo da Unesp de Marília (CAUM). Nesse sentido, através da perspectiva histórico-crítica proposta por Dermeval Saviani, tomamos a educação popular como ponto de partida para compreensão das possibilidades do processo pedagógico no enfrentamento e/ou continuidade dos discursos hegemônicos de apagamento da história de movimentos sociais e das ferramentas de humanização dos sujeitos em sala de aula. Ao final do estudo, evidencia-se que os processos de censura e desumanização da ditadura militar ainda se fazem presentes no processo formativo da juventude através do modelo educativo neoliberal, que retira do estudante sua capacidade crítica de apropriação da realidade material ao qual está situado e a construção de referenciais histórico-políticos intrínsecos ao processo formador da identidade LGBT+ brasileira através da continuidade da censura social de determinadas literaturas.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

Textos completos - Práticas Pedagógicas