A ESCOLA PLATAFORMIZADA ENSINA A PENSAR? O LUGAR DO PENSAMENTO POR CONCEITOS NO CONTEXTO DE PLATAFORMIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA
Palavras-chave:
Escola; Adolescência; Plataformização.Resumo
O presente trabalho configura-se como um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento cujo objetivo é compreender os impactos da plataformização da escola para a subjetividade da juventude. Esta é uma pesquisa qualitativa bibliográfica e documental de fundamentação histórico-cultural com análise de campo por meio de entrevistas com estudantes das escolas estaduais de Marília. Nesse sentido, este texto visa problematizar o contexto de plataformização da educação pública do estado de São Paulo e suas maneiras de inviabilização de uma das principais funções da escola: ensinar a pensar. De acordo com a Teoria Histórico-cultural, a adolescência apresenta no desenvolvimento psíquico uma nova forma de atividade intelectual, a formação do pensamento por conceitos que proporciona uma compreensão mais totalizante da realidade, dos outros e de si mesmo. Ademais, por compreender o desenvolvimento como histórico e social, este processo ocorre mediante as condições necessárias e os meios sociais onde o adolescente realiza a suas principais atividades, como a escola. Todavia, concluímos até o momento que as intensas modificações impostas sobre o cotidiano escolar, por meio da digitalização e individualização da aprendizagem voltada para a produção de resultados, têm impactado as formas de se relacionar neste espaço que propiciam o desenvolvimento do pensamento por conceitos e, portanto, da própria formação humana e de sujeitos solidários, conscientes de si e do mundo.