JOGO PROTAGONIZADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES DEHUMANIZAÇÃO

Autores

  • MARIA APARECIDA ZAMBOM FAVINHA Autor
  • ELIEUZA APARECIDA DE LIMA Autor
  • AMANDA VALIENGO Autor
  • RAFAELA ALVES BOSSONI Autor
  • LILIAN SINICIO LETRINTA Autor

Palavras-chave:

Educação Infantil; jogo protagonizado; Teoria de Elkonin.

Resumo

O presente texto apresenta resultados de pesquisa de mestrado concluída no Programa de Pós-Graduação em Educação da Unesp, Marília. Desenvolvida por meio de estudo bibliográfico, a pesquisa teve como objetivo analisar aspectos conceituais da teoria de Elkonin, visando refletir sobre as bases essenciais para o desenvolvimento do jogo protagonizado na idade pré-escolar. Os resultados evidenciam a relevância dessa atividade na promoção das funções psicológicas superiores, especialmente da imaginação, do autocontrole da conduta e da função simbólica da consciência. Ao protagonizar papéis sociais, a criança reconstitui situações lúdicas originais relacionadas às apropriações do contexto social em que está inserida. Nesse processo, o professor, como parceiro mais experiente, amplia as possibilidades da brincadeira quando organiza tempos, espaços, materiais e relações, favorecendo formas mais elaboradas de pensar, agir e sentir o mundo, contribuindo para o processo de humanização. Ao brincar, a criança cria, compara, analisa, sofistica a linguagem e vivencia diferentes formas de conduta humana. Tal atividade se contrapõe à plataformização da infância, fenômeno que tende a padronizar comportamentos e restringir oportunidades de brincar e de vivenciar as múltiplas linguagens de forma articulada. Diante dos desafios contemporâneos impostos à infância, torna-se fundamental defender, na idade pré-escolar, o jogo protagonizado como condição essencial ao desenvolvimento infantil.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

Textos completos - Teoria Histórico-Cultural e Educação