O PENSAMENTO AUTÍSTICO SEGUNDO A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA E POSSÍVEIS APROXIMAÇÕES COM O TRANSTORNO DO ESPECTROAUTISTA (TEA)
Palavras-chave:
Educação Integral. Educação Inclusiva. Piaget. Pensamento Autístico. TEA.Resumo
Resumo vinculado à pesquisa de Iniciação Científica em curso, que busca responder à seguinte questão: há aproximações conceituais entre o “pensamento autístico”, abordado por Piaget, e as manifestações cognitivas e comportamentais observadas no Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Parte-se da hipótese de que certas características do
pensamento infantil autístico, como a dificuldade de descentração, resistência às normas, inflexibilidade de comportamentos e dificuldades de interação, podem guardar semelhanças estruturais e/ou funcionais com aspectos observados em sujeitos com TEA. O objetivo geral é analisar o conceito de “pensamento autístico” à luz da Epistemologia Genética de Jean Piaget, buscando aproximações teóricas com o TEA. Como objetivos
específicos, busca-se: (1) identificar os traços do pensamento autístico nas obras piagetianas; (2) estabelecer possíveis aproximações com o TEA; (3) discutir as implicações pedagógicas desses achados. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental das principais obras de Piaget. Os resultados parciais sugerem que, apesar das distinções teóricas, há elementos que contribuem para ampliar a compreensão do desenvolvimento cognitivo de crianças com TEA, e aponta para a
importância de práticas pedagógicas fundamentadas em abordagens pedagógicas mais sensíveis às especificidades de cada criança, respeitando os modos diversos de pensar e aprender, especialmente no contexto da educação inclusiva.