ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA PROMOVENDO A AUTONOMIA DE PESSOAS CEGAS.

Autores

  • ANNA LAURA MARQUES DE SOUSA Autor
  • FÁTIMA INÊS WOLF DE OLIVEIRA Autor

Palavras-chave:

Acessibilidade no Ensino Superior. Educação Inclusiva. Aluno com Cegueira no Ensino Superior. Mobilidade para pessoas com cegueira.

Resumo

Este relato tem como objetivo descrever e compartilhar a experiência de duas monitoras do Núcleo de Atenção Pedagógica e Inclusão (NAPI), junto a uma discente com cegueira, matriculada em curso de ensino superior de uma universidade pública do interior do Estado de São Paulo. O Núcleo de Atenção Pedagógica e Inclusão (NAPI), tem como objetivo auxiliar a estudante com necessidades educacionais específicas por meio de um acompanhamento adequado, que também envolve o desenvolvimento de
atividades de apoio pedagógico em relação a mobilidade e a acessibilidade. Esse processo vem acontecendo sob a orientação de um técnico da CPAI/Proade que realizou treinamento, presencialmente, nesta unidade universitária. Este evento proporcionou a capacitação da discente e das monitoras que a acompanham, para se locomover com mais segurança no campus, visando favorecer sua autonomia no deslocamento,
utilizando estratégias, tais como: técnicas de manejo da bengala, detecção de obstáculos, detecção de cruzamentos e desvios, desenvolvimento de habilidades sólidas de orientação e mobilidade, assim, buscando promover inclusão e independência. Por fim, é possível destacar que essa aluna com cegueira, enfrenta diariamente desafios a sua permanência no ambiente universitário, nesse sentido, proporcionar o conhecimento e o domínio de técnicas de orientação em mobilidade, possibilitou maior autonomia nos
acessos aos espaços acadêmicos. A inclusão de alunos com cegueira no ensino superior também exige políticas públicas eficientes que busquem garantir o acesso e a permanência com qualidade.

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Publicado

2026-08-06