PLATAFORMAS DIGITAIS: O OBSTÁCULO PARA A ALFABETIZAÇÃO HUMANIZADORA

Autores

  • FLÁVIA FARIAS DOS SANTOS Autor
  • MARCOS VICTOR DA SILVA Autor

Palavras-chave:

PIBID. Plataformas digitais. Alfabetização Humanizadora

Resumo

Durante minha participação no PIBID, tive a oportunidade de vivenciar de
forma prática o ambiente escolar. Dentro da sala de aula é possível vivenciar os desafios do processo de ensino-aprendizagem e obter mais conhecimento sobre a realidade da educação básica contemporânea. As atuais plataformas digitais desenvolvidas pelo Estado de São Paulo para o Ensino Fundamental: Elefante Letrado e a Fluência Leitora, têm em seu objetivo desenvolver a autonomia da escrita e leitura dos educandos,
entretanto os dois inferem apenas o processo de leitura, de maneira impositiva, não flexível, com conteúdo não carregados de sentido aos educandos e a interação isolada, não compartilhada com seus pares. Tendo em vista que o discurso é construído sempre a partir do discurso de alguém a respeito de algo para um outro alguém, em suma uma
alfabetização humanizadora, na qual valorizar o diálogo, a escuta, leitura e escrita ativa juntamente a produção de afetos no processo de aprendizagem são características essenciais para o desenvolvimento de uma escrita e leitura autônomas, ademais fundamentais para o desenvolvimento integral do educando. Assim sendo em contraponto
às plataformas, uma turma de 5° Ano efetua um projeto nomeado como: "Cartas que aproximam", no qual os educandos trocam cartas com estudantes de outra escola, desenvolvendo a escrita e a leitura de forma sensível e significativa. Dessa maneira, é possível observar o entusiasmo e melhor desenvolvimento da alfabetização dos estudantes ao escreverem suas cartas, em um processo ativo do qual demonstra o envolvimento afetivo com a atividade, em se comunicar e a valorização das trocas
construídas por meio da escrita.

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Publicado

2026-08-06