A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TEA NAS ESCOLAS REGULARES: UM OLHAR PARA AS PRÁTICAS DOCENTES
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Inclusão Escolar, Práticas Docentes, Práticas Pedagógicas.Resumo
A Lei Federal 12.764/12 garante o direito de pessoas com Transtorno do Espectro Autista
de serem matriculadas em escola regular. Ademais, a partir de estudos, o INEP aponta que há um
aumento considerável nas matrículas de crianças que possuem alguma deficiência, ou seja, vê-se cada vez mais crianças com autismo sendo matriculadas em ensino comum. Mas a questão é: sobre os alunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista) que estão nos ensinos regulares, será que estão
aprendendo e sendo incluídos nas atividades? Ou estão sendo ignorados como se o fato de estarem nas escolas junto dos outros alunos já fosse inclusivo, como se fosse um mero ato obrigatório? Objetivos: Refletir acerca da existência e da eficácia das práticas pedagógicas para a inclusão de alunos com autismo nas atividades escolares. Métodos: O presente estudo deu-se por meio de Pesquisas bibliográficas, sendo utilizados dois artigos, cujos temas são: “Inclusão Escolar e Autismo:
Sentimentos e Práticas Docentes”(WEIZENMANN, et al., 2020) e “Autismo e Inclusão Escolar: Os
Desafios da Inclusão do Aluno Autista” (OLIVEIRA, Francisco Lindoval, 2020). Resultados e
Discussão: Por intermédio de levantamentos bibliográficos, percebeu-se que, na maioria das vezes, o
professor não está preparado para receber um aluno com autismo, sendo que a inclusão escolar requer, principalmente por parte dos professores, competências técnicas (especialização). Pesquisas indicam que, quando utilizadas diferentes estratégias pelo professor, a aprendizagem de alunos com autismo é favorecida. O aluno que possui TEA aprende, é uma característica do ser humano aprender. São várias as dificuldades que a criança com autismo tem, e o docente sabendo o papel que ele desempenha ao dar início nesse processo de inclusão, ele estando apto, saberá as melhores formas de lidar com essas dificuldades e trabalhar as habilidades e os pontos fortes de cada aluno com autismo. Contudo, também pode ser observado por meio desses levantamentos, o medo e a insegurança de alguns professores ao trabalhar com alunos que possuem TEA, não sabendo o que planejar, como estimular e incentivar suas criatividades e não tendo conhecimento sobre as práticas pedagógicas, do que realizar para que ocorram evoluções e mudanças positivas de crianças com autismo. Conclusão: Mediante as pesquisas bibliográficas acerca da temática, foi possível constatar que a inclusão de alunos com autismo necessita mais do que ter a presença desses em uma sala de aula. E, portanto, as práticas docentes são importantes para que o aluno com TEA consiga desenvolver sua aprendizagem, realizar as atividades que são dadas a ele, visto que cada aluno é próprio e tem sua maneira de aprender, logo, cabe ao docente conduzir atividades diferenciadas e adaptadas para seu desenvolvimento. Para isso, é essencial que o professor tenha conhecimento sobre a área, tenha especialização para que saiba como lidar, estimular e ensinar o aluno com autismo. Ou seja, havendo estratégias e práticas pedagógicas que os acolham e respeitem suas diversidades, é possível que se estabeleça a inclusão escolar plena.