CONFLITOS, RELAÇÕES DE PODER E A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA ESCOLA: CONTRADIÇÕES DO NOVO ENSINO MÉDIO
Palavras-chave:
Educação. Novo Ensino Médio. Relações de poder.Resumo
Este texto nasceu das contribuições de pesquisa anterior realizada pelas autoras, de cunho bibliográfico e documental, que discutiu a temática da educação escolar, o conflito e relações de poder que nela se constituem e caracterizam a escola como instância fundamental para a produção de saberes, mas que convive, também, com a reprodução e perpetuação de discursos, ideias e valores, um referencial de disputa de diferentes sujeitos das relações de força que se instauram neste espaço. A contribuição anterior tratou da integração dos sujeitos, fazendo dóceis e participantes dos projetos propostos para que aceitem a condição sociocultural a que são submetidos pelo convencimento, pela persuasão e, por vezes, pela força, e que a escola, apesar de poder contribuir para a emancipação, contribui para a alienação, constatando um caráter de classe inegável. Portanto, revisita-se a pesquisa anterior para pensar a temática do Novo Ensino Médio (NEM) estabelecida pela Lei 13.415 e refletir o papel da escola e as relações de poder que se estabelecem nessa instituição na realidade atual. Com a implementação da Lei 9394/96 a educação passou a ser obrigatória para todas as pessoas em idade escolar, o que deveria democratizar o ensino e o acesso à educação, contudo, o NEM retira o direito à educação das mãos da população e a submete a condições de ensino precarizadas e a subempregos, por meio do que chamamos de Apartheid educacional.