O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Inclusão. Adaptação.Resumo
O eixo Políticas Públicas Educacionais e Práticas Pedagógicas para a Educação Especial é norteador do trabalho. Abordamos o processo de alfabetização e letramento de uma criança de seis anos
matriculada no primeiro ano do Ensino Fundamental em um colégio no estado de São Paulo diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista. Com o método observador-participante obteve-se que a aluna é autista não verbal, contudo compreende diversas situações do contexto e de si própria.
Comunica-se mediante expressões faciais, gestos e comunicação alternativa. O objetivo foi desenvolver a cognição e a linguística da discente através de atividades de alfabetização e letramento a partir das narrativas da vida privada e escolar, sendo necessário adaptações na confecção e aplicação em sala de aula dos afazeres, respeitando seu ritmo e incluindo-a com a turma. A base teórica em Magda Soares, Paulo Freire e Rosita Carvalho está fundamentada em evidências, sendo substancial
conhecer e escutar o sujeito, com o propósito de uma prática de qualidade, humanizada e inclusiva. Os resultados preliminares apontam que quando há acesso a instrumentos adequados para o modo de aquisição de conhecimentos e meios estimuladores, o desenvolvimento do educando é gradativo e notório. A adequação e adaptação da escola às demandas de seus matriculados é primordial e abrangem toda a estrutura escolar. Não há inclusão sem um elo entre esses arranjos.