UMA “NOVA REPARTIÇÃO CULTURAL” PARA UMA HISTÓRIA DAS PROFESSORAS NEGRAS DO CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL (2006-2021): PRIMEIRAS ELABORAÇÕES TEÓRICAS
Palavras-chave:
Formação de Professore/as. Professoras negras. Pedagogia no BrasilResumo
Apresentam-se nesta comunicação, resultados das primeiras reflexões sobre as elaborações teóricas, para uma “Nova Repartição Cultural” para uma história das professoras negras do curso de Pedagogia no Brasil (2006-2021). Tais elaborações surgiram de Gatti Jr. (2002), para quem os estudos, sobretudo de abordagem histórica das instituições educativas, “possibilitam a realização de análises de [...] singularidades sociais em detrimento das precipitadas análises de conjunto.” (GATTI JR., 2002, p. 4). O referencial utilizado são as teorizações de De Certeau (1995, p. 31-32), em história, tudo começa com o gesto de selecionar, de reunir, de, dessa forma, transformar em “documentos determinados objetos distribuídos de outra forma". Essa nova repartição cultural é o primeiro trabalho do pesquisador em História da educação, área de pesquisa em que o projeto está inserido. As primeiras reflexões teóricas revelam as afirmações de Cardoso (2017, p. 611) “[...] branquitude é um lugar de privilégios simbólicos, subjetivos, objetivo, isto é, materiais palpáveis que colaboram para construção social e reprodução do preconceito racial, discriminação racial ‘injusta’ e racismo [...]”.