UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL SOBRE A EXCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E/OU NEURODIVERGÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR

Autores

  • EMÍLIA DO NASCIMENTO ZANIN Autor
  • JÚLIA ESTEVES BICALHO DE ALMEIDA Autor

Palavras-chave:

Neurodivergência, Psicologia Histórico-Cultural, Educação

Resumo

Populações estigmatizadas como perigosas, incapacitadas ou doentes foram segregadas ao longo dos anos em hospitais, prisões e manicômios com o objetivo de repressão e exclusão dessas minorias sociais. Tal processo histórico teve um impacto direto na constituição de formas de tratamento capacitistas e psicofobicas sobre pessoas com deficiência e neurodiversas, o que interfere na convivência e inclusão desses indivíduos em sociedade. Entre esses ambientes, podemos citar como destaque as escolas, que possuem papel fundamental para o processo de humanização e constituição psíquica dos sujeitos. Nesse sentido, quando a escola reproduz lógicas de segregação com jovens com deficiência ou neurodivergentes, esta impacta diretamente no processo de subjetivação, aprendizagem e o vínculo social dos alunos. Em vista disso, a reflexão sobre a processo histórico de exclusão dessa minoria social é importante para o entendimento das atuais barreiras que se enfrentam no ambiente escolar para inclusão e educação dessa população, sendo que tais fatores possuem ligação direta com a manutenção do capitalismo. Este trabalho busca produzir essa reflexão sobre os modelos educacionais para pessoas neurodivergentes e/ou com deficiência a partir dos princípios da psicologia histórico-cultural, especificamente da teoria da “Defectologia” de Vigotski.

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Publicado

2026-06-24