EDUCAÇÃO SEXUAL DE JOVENS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA PERSPECTIVA FAMILIAR: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Palabras clave:
Educação Sexual. Sexualidade. Deficiência Intelectual. Família.Resumen
A modernidade foi marcada pela ampliação dos discursos sobre o sexo, produzidos pelas instituições responsáveis por investigar, classificar e normalizar os corpos e os comportamentos. A sexualidade passa, então, a constituir um dispositivo, entendido como uma rede de práticas, discursos, instituições e saberes que produz formas específicas de compreender os sujeitos e orientar suas condutas (Foucault, 2020).
No caso das pessoas com deficiência intelectual (DI), esses discursos historicamente associaram a deficiência à incapacidade, à dependência e à necessidade permanente de proteção, contribuindo para processos de infantilização, vigilância e controle da sexualidade dessa população. Apesar dos avanços das políticas públicas de inclusão, as concepções que
compreendem a sexualidade como um fator de risco persistem, justificando práticas restritivas no contexto familiar (Mendes; Denari, 2022).
