EDUCAÇÃO CRÍTICA E A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
Palavras-chave:
Pedagogia Histórico-Crítica; Formação Continuada; Educação.Resumo
Partindo dos pressupostos de que a Pedagogia Histórico-Critica (PHC) se constitui como uma teoria contra-hegemônica, atua no campo da educação e deve contribuir com a luta contra a ordem dominante. No campo das práticas pedagógicas que atuam a favor da transformação social, me proponho a analisar a formação continuada de professores através de um levantamento sobre como aparecem as propostas de formação continuada para professores da educação básica nos produtos educacionais e dissertações produzidos em 2022 e 2023 pelo Mestrado Profissional em Educação do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estadual do Norte do Paraná (PPEd/UENP). A formação continuada é um processo desenvolvido de maneira cotidiana, que busca agregar conhecimento à formação inicial, e além disto, a formação continuada visa proporcionar ao professor ferramentas teóricas e práticas para lidar com as constantes mudanças que ocorrem no campo educacional. Segundo Libâneo (2004) a nomenclatura formação continuada deve aparecer seguida de formação inicial, neste sentido a formação é encarada como um processo contínuo e fluido, onde é sempre necessário o aperfeiçoamento e desenvolvimento de práticas que sejam capazes de oferecer aos alunos uma educação crítica e de qualidade. Saviani (2021) aponta ainda, que a continuidade é uma característica própria da educação, e a falta dela inviabiliza o avanço em todo campo educacional. Na perspectiva da PHC a formação continuada deve vir acompanhada de uma reflexão crítica sobre as práticas cotidianas. Grandes são as dificuldades apontadas nas pesquisas sobre a formação continuada de professores, no geral há um apontamento de formações que não vem acompanhadas de reflexão, fundamentação teórica e que não existe uma conexão entre a formação e as situações que são submetidos no dia a dia. Para que a prática seja eficaz é necessário que haja continuidade no processo de formação, mas é necessário que este seja efetivo para quem o realiza, Paulo Freire (2011) aponta que: “é na formação permanente dos professores, o momento fundamental da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”.
