POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES A DISTÂNCIA NO BRASIL E EM PORTUGAL: CONCEPÇÕES E MODELOS DE FORMAÇÃO

Autores

  • TÂNIA BARBOSA MARTINS Autor

Palavras-chave:

Política Educacional; Formação de Professores; Educação a Distância

Resumo

As políticas públicas em educação a distância para a formação de professores a partir das
relações com o contexto histórico, com o Estado, com as governanças, com as ideologias
políticas, com os processos normativos e com as possibilidades produzidas com os artefatos
tecnológicos e os novos modelos organizacionais induziram mudanças na formação de
professores. Assim sendo, a formação de professores é significativamente reconfigurada com a
educação a distância, exigindo maior clareza e aprofundamento dos sistemas de formação em
vários contextos e os modos de regulação da profissão docente e as tendências educacionais em
relação à formação de professores. O objetivo principal desse trabalho é analisar os modelos de
educação a distância brasileiro e português, com foco nos cursos de formação de professores
(licenciatura) na modalidade de ensino a distância e compreender os modos de regulação e as
tendências educacionais em relação à formação de professores. Tomou-se como campo
empírico além do modelo de Universidade Aberta de Portugal, a Universidade Aberta do Brasil
(UAB), a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) e uma instituição de ensino
superior (IES) privado-mercantil. Todas as três instituições brasileiras estão localizadas no
Estado de São Paulo. O plano de trabalho considera como fonte de pesquisa a legislação,
documentos oficiais e institucionais e a literatura sobre as políticas de formação de professores
na educação a distância no Brasil e em Portugal, caracterizados a partir das especificidades de
cada sistema nacional de educação, de modo a compreender as especificidades e semelhanças
entre as estruturas e sistemas de ensino, as concepções, tendências e os modos de regulação da
formação de professores na educação à distância. Também estão sendo realizadas entrevistas
semiestruturadas com professores, coordenadores e gestores que atuam na educação a distância,
a fim de complementar as informações e compreender às perspectivas dos atores quanto os
modos de regulação e às tendências educacionais em relação à formação de professores. Por
meio de análise de tipo analítico-explicativo busca-se mostrar que a constituição dos vários
arranjos acadêmicos e institucionais para além de buscar ampliar a oferta do ensino superior no
campo da formação de professores, possuem significados históricos e políticos relacionados
com os interesses dos Estados em conformidades com as determinações dos Organismos
Multilaterais de uma educação que converge com a ideologia do Capital Humano. Os resultados
preliminares apontam que tanto no Brasil quanto em Portugal, as concepções de formação de
professores a distância têm sido bastantes fieis aos marcos legais nacionais e internacionais
corroborando com os discursos dos Organismos Multilaterais na perspectiva da formação para
o mercado de trabalho com base no desenvolvimento de competências e habilidades
socioemocionais tendo como referência o princípio do “aprender a aprender”. No plano
organizacional, observa-se que no Brasil, diferente de Portugal, há um quadro de maior
diferenciação institucional de modelos de educação a distância, com influência conjunta dos
modelos fordista-toyotista de produção com destaque para uma gestão gerencial, controladora
e pragmático de ensino

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Publicado

2026-04-27

Edição

Seção

Políticas Educacionais, Gestão de Sistemas e Organizações, Trabalho e Movimentos Sociais

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