O ESTADO VAI A GUERRA, OS ESTUDANTES VÃO À LUTA UM ESTUDO DE CASO DO PROCESSO DE OCUPAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO PLANO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA ESTADUAL EMYGDIO DE BARROS NOS ANOS DE 2015 E 2016.

Autores

  • TÉO DOS SANTOS MELO Autor

Palavras-chave:

Políticas Públicas em Educação - Movimento Secundarista – Movimentos Sociais - Educação Democrática.

Resumo

Diante do avanço de políticas neoliberais que propõem corte de gastos na educação pública, estudantes e professores seguem resistindo. A política de reorganização escolar proposta pelo governo Alckmin em 2015 incluía o fechamento de 95 escolas e a realocação dos seus alunos para outras unidades. Os estudantes reagiram por meio de protestos nas ruas e ocupações de escolas que derrubaram a proposta do governo e provocaram a demissão do secretário da educação na época. O foco dessa pesquisa será o processo de ocupação da Escola Estadual Emygdio de Barros, localizada na zona oeste da capital paulista, que culminou em um congresso em 2016 que tinha como objetivo reconstruir o plano político pedagógico da escola de forma democrática com a participação dos estudantes. Com as chaves da escola em mãos, os estudantes criaram uma dinâmica para o espaço que o sustentou durante um mês no caso do Emygdio e por quase dois meses em outras escolas da capital paulista. Jovens que pouco tinham contato com movimentos sociais e com a teoria política conseguiram manter uma ocupação O presente trabalho tem como objetivo investigar as formas de engajamento político desses jovens e busca portanto expor os conflitos que atravessaram a dinâmica dos estudantes no processo de auto-organização do espaço ocupado, observando o cotidiano político da escola, a divisão de comissões para a realização de tarefas diferentes e as assembleias internas. Realizou-se uma revisão bibliográfica sobre o tema, seguida da coleta de depoimentos dos jovens participantes do movimento. Adicionalmente, conduziu-se uma pesquisa documental que incluiu a busca por entrevistas em veículos midiáticos, jornais, documentários e panfletos produzidos pelos próprios sujeitos da pesquisa e então partimos à análise das fontes primárias sob as lentes do referencial teórico. Ao longo do trabalho discute-se a ligação dos jovens com os atos ocorridos em junho de 2013.Nota-se um rompimento com a ideia de representação e uma afinidade com repertórios autonomistas. As ocupações de escolas foram uma expressão significativa do poder dos secundaristas como uma forma de resistência contra as desigualdades presentes no sistema educacional, foram o espaço dos estudantes reivindicarem sua voz e serem agentes da mudança em relação às políticas educacionais que impactam suas vidas. 

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Publicado

2026-04-28

Edição

Seção

Políticas Educacionais, Gestão de Sistemas e Organizações, Trabalho e Movimentos Sociais

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