SAÚDE MENTAL DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL, UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Saúde mental; Professores de Educação Infantil; Adoecimento mental.Resumo
A Educação Infantil surge a partir do século XVIII na Europa, influenciada e projetada pela realidade fabril e por movimentos femininas que exigiam creches para mãe da classe proletária. No Brasil, a primeira escola dessa natureza foi aberta em 1908 (Kramer, 1995). No contexto histórico, os docentes da área de educação infantil enfrentam uma intensa
desvalorização por parte das instituições, que de forma cultural, associa esse trabalho como algo de natureza maternal em detrimento de sua dimensão intelectual (Agrellos et al., 2024). Nesse sentido, importa compreender que essa desvalorização não é meramente ideológica, mas estruturalmente organizada pela feminização do trabalho educativo, categoria onde predominam mulheres que historicamente vêm sendo submetidas a precarização de salários, contratações precárias e sobrecarga emocional. A intersecção entre gênero e classe opera como matriz produtora da invisibilidade intelectual das professoras de educação infantil,
que veem seu trabalho reconfigurado como extensão da maternidade ao invés de reconhecido como labor profissional especializado. Essa dinâmica alimenta condições estruturais de exploração que transcendem a esfera individual, fazendo emergir fenômenos de adoecimento psíquico de caráter coletivo e sistêmico.
