ASSOCIAÇÃO CIRANDA DA CULTURA: EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Autores

  • GIULIA MARIA MORIS DE ALMEIDA Autor
  • ANA LUIZA POLI LOVERA Autor

Palavras-chave:

Psicologia comunitária; Território; Extensão.

Resumo

A Associação Ciranda da Cultura é uma iniciativa popular localizada em um bairro periférico na cidade de Londrina. Centrado na ideia de convivência comunitária, trata-se de uma proposta da, para e com a comunidade faz 25 anos, buscando atender as diferentes demandas apresentadas. Conta com atividades de cultura, lazer, arte e saúde ‒ como zumba, atividades físicas e fisioterapia, voltadas ao público adulto, e oficinas de música, dança, leitura e brincadeira, com o público infantil, conduzidas pelos estudantes da graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Londrina, no contexto do desenvolvimento de ações extensionistas. As oficinas dos graduandos da UEL foram pensadas em decorrência de um curso extensionista teórico-prático, PROA ‒ A Psicologia na Região Oeste A: Tecendo a rede no território, no qual os estudantes elaboraram e foram orientados a como conduzir as oficinas e principalmente como lidar com as demandas que poderiam vir a surgir dessas, além das orientações de uma estudante de psicologia da PUC-PR que ministra a oficina de Artes no local. Esta pesquisa busca compreender os impactos das oficinas organizadas pelos estudantes da graduação enquanto práticas de educação comunitária em articulação com a  atenção psicossocial. Para o estudo, foram utilizados como métodos a IAP (investigación-acción participativa) ‒ pesquisa-ação participante, em livre tradução, pautada no princípio de que o pesquisador está inserido no meio em que pesquisa e não apenas ocupando o espaço de observador dos fenômenos sociais ‒ e a pesquisa no cotidiano de Peter Spink ‒ com enfoque na cotidianidade, buscando entender e solucionar coletivamente as questões e problemas que surgem no meio social e relacional dos lugares e micro-lugares (parquinho, balanço, cozinha, banheiro). As oficinas são elaboradas de forma a compartilhar diferentes conhecimentos e experiências com a comunidade ‒ como o contato com as diferentes formas de artes ‒ constituindo uma vivência de autoconhecimento em conjunto com a aprendizagem acerca dessas. Concomitante a isso, as oficinas permitem que os estudantes aprendam acerca de intervenções psicossociais, pois possibilitam a criação e o estabelecimento de vínculos, uma relação de ser e estar para o outro, produzindo confiança com os oficineiros, recorrendo a escuta e acolhimento. Durante as duas décadas e meia de Ciranda da Cultura, esse espaço permitiu que muitas pessoas atuassem nessa região facilitando oficinas e atendendo a demandas populacionais, auxiliando no acesso àqueles direitos não efetivados, mas principalmente fazendo com que diversas pessoas se encontrassem em meio às oficinas, tornando-se artistas do cotidiano. 

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Publicado

2026-04-27

Edição

Seção

Psicologia da Educação: Processos Educativos e Desenvolvimento Humano

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