AS NOVAS PLATAFORMAS EDUCACIONAIS DA SEDUC: FERRAMENTASPEDAGÓGICAS DE APOIO OU CONTROLE DOCENTE?
Palavras-chave:
Educação; Plataformização; Trabalho docente.Resumo
Este trabalho apresenta breves reflexões sobre práticas de letramentos vivenciadas por sujeitos da rede pública estadual frente ao uso das novas plataformas digitais implementadas pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC): “LEIA SP” e “REDAÇÃO PAULISTA”, a considerar observações e vivências à luz das fundamentações teóricas descritas. Origina-se de uma pesquisa inicial de doutorado, que objetiva tratar das implicações trazidas por uma perspectiva ‘empresarial-neoliberal’ crescente nas instituições de ensino estaduais e uma gestão escolar que se limita ao ‘acesso-inclusão-mediação’ nestas interfaces para atingimento de metas quantitativas. Como resultados parciais, o estudo aponta que a imposição quantitativa de produções — acessos/discursos/postagens - oblitera a dimensão qualitativa, cenário verificável na rotina dos sujeitos, somando-se aos problemas que orbitam a escola pública contemporânea. Entendemos que a padronização do processo instaurado pela plataformização é inócua sem a mediação e autonomia docente, mesmo porque o fluxo da aprendizagem não é padronizável. O controle a todo custo dos passos do professor só provoca o alijamento criativo dos sujeitos, o cansaço e a tendência à performatividade, forjando situações de aprendizagens “robotizadas” e sem lastro pedagógico.
